Curiosidades do Rádio: As portadoras da Transamérica FM na década de 1990

Rio Claro, SP — Antes de operar com 3 portadoras, a Rede Transamérica já operava com portadoras nas emissoras da rede


Essa é a coluna "Curiosidades do Rádio", a coluna do Intermedia na qual revelamos várias curiosidades do rádio no Brasil. Hoje, vamos falar da Rede Transamérica e suas portadoras na década de 1990.


Histórico — A Rede Transamérica foi criada em 1976 ao colocar no ar suas primeiras emissoras em Recife (PE) e em Brasília (DF). Inicialmente, tinha uma grade voltada ao público adulto, mas em 1985 passou a ser uma rádio voltada à música pop e ao humor, o que fez da Transamérica uma referência no mercado radiofônico.

Multigeração de rede — Com a expansão da Transamérica pelo Brasil e a evolução do mercado musical, entre 1995 e 2000, a emissora passou a contar com duas programações distintas de formato jovem, uma mais voltada ao pop/rock (presente principalmente nas FMs próprias da rede, como São Paulo e Rio) e a outra com playlist mais voltado ao pop/dance. Esses formatos levaram os nomes de portadora 1 e 2. No entanto, a audiência começou a cair a partir de 1997, quando as rádios populares (que geralmente tocam sertanejo, pagode, axé e até funk em alguns casos) começaram a ganhar espaço no rádio. 
Com isso, no ano 2000, essas portadoras, que nunca foram anunciadas comercialmente, foram extintas, e deram lugar às três portadoras que conhecíamos até 2019: Pop (de formato jovem/pop, perfil adotado pela Transamérica FM 100.1 de São Paulo), Transamérica Hits (popular/hits) e Light (adulto-contemporânea).

Fim — Em agosto de 2019, a Rede Transamérica anunciou o fim das portadoras Pop, Hits e Light, o que foi concretizado em 2020. Por conta disso, a rede perdeu 70% das afiliadas que tinha até então, pois várias emissoras, que queriam manter o perfil popular, e não se adaptaram/não concordaram com as mudanças na emissora.

Fico por aqui. Em breve, mais "Curiosidades do Rádio" aqui no Intermedia.

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