Vivo irá encerrar serviço de TV por assinatura via satélite (DTH)

Embora a operadora não ofereça Vivo TV via DTH desde 2019, ela corre o risco de perder cerca de 300 mil clientes


A Vivo anunciou que não dará mais continuação com a tecnologia de TV por assinatura via satélite a partir de dezembro, devido à atualização da sua rede. A operadora informou que o comunicado sobre o término do serviço será feito através dos meios de comunicação oficiais e no canal 219, conforme está disponibilizado no site oficial.
Para devolução do equipamento, o cliente poderá entregá-lo em qualquer loja da empresa ou aguardar as orientações de como proceder que serão enviadas aos clientes próximo ao desligamento.
A Vivo irá encerrar o serviço, pois o contrato da operadora com a Media Networks Latin American (MNLA) não foi renovado. Além disso, a tecnologia via DTH não era oferecida aos novos clientes desde 2019. O contrato vencerá exatamente no mês de dezembro. O valor estimado do último acordo foi de US$ 7 milhões, cerca de 35 milhões de reais no câmbio atual.
A MNLA era responsável pelo processamento de dados, operação e manutenção, suporte técnico, captura de sinais de TV e áudios digitais, codificação, canais de áudio, vídeo e uplink satelital.
Vale ressaltar que o cliente não irá pagar pelo desligamento da TV por assinatura via satélite, sendo que será cobrado apenas o valor do serviços consumidos até a data do desligamento.
Para aqueles que têm outros serviços da Vivo, a operadora afirma que irá entrar em contato caso ocorra alteração de ofertas ou disponibilidade de outro serviço. Dessa forma, pede que os clientes mantenham seus dados atualizados. Confira o comunicado na íntegra.

Risco de perder clientes

Embora a operadora não ofereça Vivo via DTH desde 2019, cerca de 300 mil clientes ainda assinavam a tecnologia. Ou seja, sem o serviço para 2023, a operadora corre o risco de perder esses assinantes.
De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao todo, a Vivo possui cerca de 1 milhão de cliente no Brasil, sendo que nos primeiros meses de 2022, a participação da TV por fibra óptica era de 8,5%, contra 57,9% da via satélite, Já a cabo coaxial teve cerca de 33% de acessos.

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